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As linguagens da ternura e da paixão
Artigo escrito por Marina F. R. Ribeiro [1] e Péricles Pinheiro Machado Jr. [2], publicado no Jornal de Psicanálise em 2019. A consideração simultânea da dimensão sexual e da dimensão das relações de objeto era uma marca da atualidade de Bálint, retomada nos dias de hoje, por exemplo, por André Green (Figueiredo, Ribeiro & Tamburrino, 2012). De que modo podemos cotejar o primoroso trabalho de Bálint, "Eros e Afrodite", escrito em 1936, com as discussões da psicanálise contemp
31 de jul.9 min de leitura


A "conversa" analítica: as palavras são as pessoas que as pronunciam
Escrito por Marina F. R. Ribeiro e publicado no Boletim Formação em Psicanálise (São Paulo), v. X, n.X, p. 104-110, 2003. Resumo: A "conversa" analítica, como diz Donald Meltzer, é a mais interessante que dois seres humanos poderiam ter. É a técnica psicanalítica que torna tal conversa tão especifica e surpreendente. A "conversa" analítica pode ser compreendida como um derivado narrativo - conceito de Antonino Ferro - da sessão. Por meio dessa complexa "conversa" o analisando
31 de jul.7 min de leitura


Sem memória, sem desejo, sem compreensão prévia
Texto publicado no Vozes da Psicanálise – Clínica, teoria e pluralismo. Vol.2 1943-1966. 1ed. São Paulo: Blucher, 2023, v. 2, p. 263-268. Autores: Davi Berciano Flores [1] e Marina Ferreira da Rosa Ribeiro [2] Bion (1965b/2014, 1967/2014) propõe um estado de mente na clínica psicanalítica no qual o analista escute seu analisando “sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia”. Esta proposta é tomada, pelo próprio autor, como uma extensão da “atenção livremente flutuante” d
31 de jul.5 min de leitura


A difícil relação mãe-filha: a mulher, a maternidade e os entrelaces psíquicos entre gerações
Texto publicado na Revista/Jornal Psique Ciência e Vida em 2007, São Paulo. p. 34-41, escrito por Marina F. R. Ribeiro. Entre uma mãe e uma filha há muitos mundos... O da paixão, da fusão, da ilusão de que não há limites de compreensão, nem de amor. O do afeto, da amizade, da delicadeza, da realização, da continuidade, do resgate, do carinho, da beleza, da maternidade e infinitos outros. Há, também, o universo da raiva, da rivalidade, da cobrança, do conflito, da inveja, da d
31 de jul.14 min de leitura


Ascensão social e ruptura de contrato narcísico: a escuta na clínica social como lugar de manutenção de existência
Artigo publicado na Revista Rumos, Anuário de Psicanálise, em setembro de 2019, com a autoria de Taís de Oliveira Nicoletti [1] e Marina Ferreira da Rosa Ribeiro [2]. Este trabalho é parte integrante de uma pesquisa de mestrado [3], cujo tema foi inspirado em diversos atendimentos de pacientes encaminhados pela rede de atendimento do CEP enquanto dela fiz parte, de 2011 a 2017. Esses pacientes têm, em seu passado recente ou no presente, uma trajetória de ascensão social, o qu
31 de jul.10 min de leitura


O tempo atual de David Zimerman e Idete Zimerman Bizzi - Prefácio à 2ª edição
Prefácio escrito por Marina F. R. Ribeiro para a 2ª edição do livro Fundamentos Psicanalíticos: Teoria, Técnica e Clínica - Abordagem Didática publicado em 2026 pela Artmed. O que é verdadeiramente atual é aquilo que não se desgasta com o tempo; ao contrário, adquire maior relevância à medida que os anos passam. Nesse sentido, o livro de David E. Zimerman e Idete Zimerman Bizzi configura-se como uma obra de referência, continuamente pertinente para psicanalistas em diferentes
29 de jul.9 min de leitura


A função psicanalítica da personalidade do analista e a linguagem de alcance (o analista no seu ofício contínuo de vir a ser)
Capítulo 12 do livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - diálogos bionianos; organizado por Marina F. Ribeiro e Elisa M. U. Cintra". A autoria do capítulo é de Marina F. R. Ribeiro. No meio do caminho [1] No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Carlos Drummond de Andrade Sou água que corre pelas pedras: liberdade caça jeito. Manoel de Barros Entre palavras Flanalma Acalmalma Crialma Vira
29 de jul.11 min de leitura


Abrindo os diálogos: vastas emoções e pensamentos imperfeitos
Apresentação do livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - Diálogos bionianos" escrito por Marina F. R. Ribeiro e Elisa Maria de Ulhôa Cintra. O procedimento analítico é uma tentativa de introduzir o paciente a quem ele é, pois, goste ou não, isto é um casamento que vai durar tanto tempo quanto ele viver (Bion, 1992, p. 117). Freud (1900), ao descrever as peculiaridades psicológicas do sonho, no livro "A interpretação dos sonhos", cita Havelock Ellis, autor que descrev
29 de jul.11 min de leitura
![Réquiem para os nossos mortos. Promessa de futuro aos que sobrevivem: a "forração melancólica" na pandemia [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_614c9072e42545c7ac4fc3ef15747449~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/1918a7_614c9072e42545c7ac4fc3ef15747449~mv2.webp)
![Réquiem para os nossos mortos. Promessa de futuro aos que sobrevivem: a "forração melancólica" na pandemia [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_614c9072e42545c7ac4fc3ef15747449~mv2.jpg/v1/fill/w_514,h_386,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/1918a7_614c9072e42545c7ac4fc3ef15747449~mv2.webp)
Réquiem para os nossos mortos. Promessa de futuro aos que sobrevivem: a "forração melancólica" na pandemia [1]
Capítulo 8 do livro "Chuva n'alma: a função vitalizadora do analista", escrito por Fátima Flórido César e Marina F. R. Ribeiro. E o corpo fazia-se planta, e pedra, e lodo, e coisa nenhuma Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas, 1971, p. 16. Somos convocados a um tempo de árduos trabalhos de lutos. Precisamos de coragem (considerando, etimologicamente, que o vocábulo provém de cor, ou seja, coração); mas, como qualquer guerreiro que esmorece e descansa entre uma bat
28 de jun.35 min de leitura
![A função vitalizadora do analista e a palavra viva na sala de análise: reflexões a partir de Thomas Ogden [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_24e541e38f394a649a5ebbea6216b997~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/1918a7_24e541e38f394a649a5ebbea6216b997~mv2.webp)
![A função vitalizadora do analista e a palavra viva na sala de análise: reflexões a partir de Thomas Ogden [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_24e541e38f394a649a5ebbea6216b997~mv2.jpg/v1/fill/w_514,h_386,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/1918a7_24e541e38f394a649a5ebbea6216b997~mv2.webp)
A função vitalizadora do analista e a palavra viva na sala de análise: reflexões a partir de Thomas Ogden [1]
Capítulo 7 do livro "Chuva n'alma: a função vitalizadora do analista", escrito por Fátima Flórido César e Marina F. R. Ribeiro. A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais. Clarice Lispector, Perto do coração selvagem, 1980, p. 50. O objetivo deste capítulo é discorrer sobre o pensamento de Thomas Ogden no que se refere à compreensão das ideias de vitalidade e de desvitalização no processo analítico, além da linguagem vitalizadora do ana
28 de jun.25 min de leitura


Vitalização como uma função analítica: uma proposição a partir do pensamento de Winnicott
Capítulo 4 do livro "Chuva n'alma: a função vitalizadora do analista", escrito por Fátima Flórido César e Marina F. R. Ribeiro. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. Carlos Drummond de Andrade, "A flor e a náusea", 1967. Neste capít
26 de jun.36 min de leitura


A dimensão vitalizadora da função analítica: da técnica ativa à elasticidade da técnica ferencziana
Capítulo 1 do livro "Chuva n'alma: a função vitalizadora do analista", escrito por Fátima Flórido César, Marina F. R. Ribeiro e Claudia Mazzini Perrotta. No livro Esta arte da psicanálise: sonhando sonhos não sonhados e gritos interrompidos, de Thomas Ogden (2010), encontramos logo no segundo capítulo, intitulado "Do que eu não abriria mão", a enumeração do que ele considera como valores essenciais sustentadores de um trabalho analítico. O autor adverte que não se trata de es
26 de jun.30 min de leitura


Introdução do livro Chuva n'alma: a função vitalizadora do analista
Escrito por Fátima Flórido César e Marina F. R. Ribeiro. Estar vivo é tudo (Donald W. Winnicott, 1963, p. 174). É com essa instigante afirmativa de Winnicott, apresentada nas linhas finais do texto "Comunicação e falta de comunicação levando ao estudo de certos opostos" (1963/1982a), que iniciamos este livro. A essa sentença aparentemente simples, mas desdobrável em complexidade e intensidades, acrescenta: "É um esforço constante chegar ao ponto inicial e aí se manter". E fin
26 de jun.16 min de leitura


Uma reflexão sobre os discursos direto, tangencial e non sequiturs de Ogden e a busca da vida não vivida. Visitação: quando as palavras vêm ao nosso encontro
Capítulo 12 do livro "Por que Ogden?" (2023), com a autoria de Fátima Florido César [1], Marina F. R. Ribeiro [2]. Anunciação (...) Nele, Maria está sentada perto de uma janela e vê-se pelo volume de seu ventre que está grávida. O arcanjo, de pé ao seu lado, olha-a. E ela, como se mal suportasse o que lhe fora anunciado como destino seu e destino para a humanidade futura através dela, Maria aperta a garganta com a mão, em surpresa e angústia. (...) É a mais bela e cruciante v
22 de jun.24 min de leitura
![As Palavras Aladas [1] de Ogden](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_84f9ddb1695945289d702ce96e001ec6~mv2.jpg/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_30,blur_30,enc_avif,quality_auto/1918a7_84f9ddb1695945289d702ce96e001ec6~mv2.webp)
![As Palavras Aladas [1] de Ogden](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_84f9ddb1695945289d702ce96e001ec6~mv2.jpg/v1/fill/w_514,h_386,fp_0.50_0.50,q_90,enc_avif,quality_auto/1918a7_84f9ddb1695945289d702ce96e001ec6~mv2.webp)
As Palavras Aladas [1] de Ogden
Capítulo 11 do livro "Por que Ogden?" (2023), com a autoria de Fátima Florido César [2], Marina F. R. Ribeiro [3]. (...) a linguagem não é apenas uma cesta na qual as ideias são transportadas: a maneira pela qual a linguagem é usada para expressar uma ideia é inseparável do conteúdo da ideia [4]. (Ogden, 2016a) (...) Porque a maneira de reduzir o isolado que somos dentro de nós mesmos, rodeados de distâncias e lembranças, é botando enchimento nas palavras. É botando apelidos,
21 de jun.26 min de leitura
![Do limbo ao lume: a reverie em Ogden [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_2b92e51373a64b06940eddd8ec519776~mv2.png/v1/fill/w_333,h_250,fp_0.50_0.50,q_35,blur_30,enc_avif,quality_auto/1918a7_2b92e51373a64b06940eddd8ec519776~mv2.webp)
![Do limbo ao lume: a reverie em Ogden [1]](https://static.wixstatic.com/media/1918a7_2b92e51373a64b06940eddd8ec519776~mv2.png/v1/fill/w_514,h_386,fp_0.50_0.50,q_95,enc_avif,quality_auto/1918a7_2b92e51373a64b06940eddd8ec519776~mv2.webp)
Do limbo ao lume: a reverie em Ogden [1]
Capítulo 10 do livro "Por que Ogden?" (2023), com a autoria de Ana Fátima Aguiar [2], Marina F. R. Ribeiro [3] e Pedro Hikiji Neves [4]. [...] (o) momento produtivo entre sonho e reverie, entre reverie e interpretação, entre interpretação e vivência no (e do) terceiro analítico são, para mim, o cerne daquilo que é único no sentimento de vitalidade de uma experiência analítica. (Ogden, 2013, p. 138) Thomas Ogden tem estilo próprio, tanto na literatura quanto na psicanálise con
19 de jun.23 min de leitura


Ogden leitor de Bion: da teoria do pensar ao pensamento intuitivo
Capítulo 5 do livro "Por que Ogden?" (2023), com a autoria de Marina F. R. Ribeiro [1] e Davi Berciano Flores [2]. O que torna um artigo atemporal em qualquer disciplina é o fato de ser não apenas uma declaração original do conhecimento vigente, mas também uma memória do futuro (OGDEN, 2014, p.62). As ideias de um indivíduo são tão valiosas quanto o uso que lhes é dado por outros (OGDEN, 2015, p. 71). Eu tento localizar a fonte das ideias que apresento, mas é difícil para m
7 de jun.47 min de leitura


Apresentação: Lendo Thomas Ogden
Apresentação do livro "Por que Ogden?" (2023) com autoria de Marina F. R. Ribeiro [1]. O livro terá fracassado se não se tornar um objeto de estudo para o leitor, e se a própria leitura não for uma experiência emocional. Minha esperança é que esta seja uma experiência que conduza a uma ampliação da capacidade do analista para mobilizar os próprios recursos de conhecimento, observação clínica e construção teórica (Bion, Cogitações, 1992/2000, p. 269) Inspirada nesta epígrafe d
8 de mai.17 min de leitura


Trechos Selecionados da Obra de Melanie Klein
Capítulo XI do livro "Por que Klein?" (2018) com autoria de Elisa Maria de Ulhôa Cintra e Marina F. R. Ribeiro. Este capítulo apresenta trechos da obra kleiniana que trazem seus principais conceitos. As citações estão organizadas por temas e representam, dentro dos textos aos quais pertencem, uma espécie de síntesedo conceito abordado, facilitando assim o trabalho de investigação e pesquisa [1]. A intenção é que o leitor entre em contato com a nossa autora em momentos diferen
5 de mai.24 min de leitura


Identificação Projetiva: desdobramentos técnicos
Capítulo IX do livro "Por que Klein?" (2018) com autoria de Elisa Maria de Ulhôa Cintra e Marina F. R. Ribeiro. Klein observou que no início da vida já estavam presentes fortes ansiedades, como já dito. Na cronologia da vida, a primeira posição é a esquizoparanoide; mas a posição depressiva foi descrita em 1935 e 1940, e a esquizoparanoide, em 1946. Nessa ocasião, ela também descreve, pela primeira vez, outro importante conceito, a identificação projetiva, que teve vários des
3 de mai.17 min de leitura
Marina Ferreira da Rosa Ribeiro
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