top of page

Abrindo os diálogos: vastas emoções e pensamentos imperfeitos

29 de jul.
11 min de leitura

Apresentação do livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - Diálogos bionianos" escrito por Marina F. R. Ribeiro e Elisa Maria de Ulhôa Cintra.



O procedimento analítico é uma tentativa de introduzir o paciente a quem ele é, pois, goste ou não, isto é um casamento que vai durar tanto tempo quanto ele viver (Bion, 1992, p. 117).

Freud (1900), ao descrever as peculiaridades psicológicas do sonho, no livro "A interpretação dos sonhos", cita Havelock Ellis, autor que descreve o sonho como um mundo arcaico de vastas emoções e pensamentos imperfeitos (Freud, 1900/2019).


Bion, sessenta anos depois, escreveu que a mente funciona de forma onírica diuturnamente. Para ele, pensar é sonhar, é a forma mais íntima de construirmos continuamente quem somos, processo em constante transiência. Estamos ininterruptamente criando pensamentos imperfeitos para as vastas emoções que nos assolam no constante desafio de nos tornarmos humanos, capazes de dar forma e representação às emoções. Os pensamentos configuram, de maneira provisória e transiente, as vastas emoções que nos arrebatam continuamente na experiência do viver.


Ambos foram corajosos: Freud, com a publicação de "A interpretação dos sonhos", e Bion, com a expansão da intuição freudiana ao postular que sonhar é pensar, que apreendemos nossas extensas, múltiplas e complexas emoções com a criação de pensamentos oníricos.


O presente livro é fruto de um encontro de psicanalistas sobre a obra de Bion na academia, o que é algo inédito no Brasil. Bion esteve no Brasil em quatro ocasiões (1973, 1974, 1975 e 1978), ministrou seminários teóricos e clínicos, deixando uma verdadeira turbulência nos institutos de psicanálise de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Após cinquenta anos da sua primeira visita ao Brasil (1973), estamos nos aproximando do seu legado teórico e clínico dentro do campo da pesquisa psicanalítica.


Este livro resulta de um evento online realizado em agosto de 2022 com a organização de Marina F. R. Ribeiro e Elisa Maria de Ulhôa Cintra, coordenadoras do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LipSic) [1]. O LipSic propõe a cooperação interinstitucional de pesquisadores de dois centros com reconhecida produção no campo da psicanálise: o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O objetivo principal do LipSic é favorecer a pesquisa e o intercâmbio de ideias entre pesquisadores do que atualmente denominamos Psicanálise Contemporânea, com ênfase na problemática da intersubjetividade e nos seus desdobramentos. A obra de Bion é fundamental dentro deste campo de investigação psicanalítica.


O evento reuniu aqueles com coragem e disposição psíquica para o diálogo e para a pesquisa clínica psicanalítica. Precisamos do encontro de várias mentes para que novos pensamentos sejam elaborados e para que a psicanálise continue a ser, como escreveu Bion, uma sonda que expande o próprio campo que investiga. Um psicanalista, em seu oficio, é sempre um pesquisador; a academia é uma maneira de realizar uma pesquisa estruturada que aprofunda e amplia o arcabouço teórico e o pensamento clínico.


O evento Diálogos bionianos I - Vastas emoções e pensamentos imperfeitos [2] foi realizado nos dias 19 e 20 de agosto de 2022 de forma online [3]. No primeiro dia, tivemos a conferência de Elias Mallet da Rocha Barros (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo SBPSP), seguida de cinco salas de diálogos. No segundo dia, tivemos as conferências de Arnaldo Chuster, Luís Claudio Figueiredo e Roosevelt Cassorla [4]. As quatro conferências e as salas de diálogo foram transformadas em capítulos, seguindo a mesma ordem de apresentação do evento. A elas, foram acrescentados quatro capítulos (5, 6, 12 e 13), compondo uma estrutura que será relatada brevemente a seguir.


O livro está organizado em três atos:


1. Diálogos bionianos.


2. Entrelaces dialógicos entre a clínica e a teoria bioniana.


3. O analista no seu ofício contínuo de vir a ser e o emaranhamento inconsciente.


No Primeiro ato - Diálogos bionianos, Elias Mallet da Rocha Barros, no Capitulo 1, "Implicações epistemológicas em contraponto a uma interpretação simplista do enunciado de Bion: sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia", escreve sobre a complexidade do estado de mente proposto por Bion. Esse estado favorece a apreensão da realidade psíquica pela capacidade de observação do analista: sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia, uma proposição além do método, o qual estamos ainda começando a compreender, bem como a amplitude de sua potência no sentido de saber mais e além:

Esta sua frase sublinha a importância de um recorte epistemológico em relação ao que temos acesso na sessão analítica e pertence ao universo da observação. Sua proposta contém uma visão dinâmica sobre a natureza da observação dirigida a um objeto (analítico) em eterno movimento que o coloca dentro e fora do tempo simultaneamente, além de representar uma concepção sobre substância do Humano e, assim, tornar mais complexa a natureza da função do observador. Do ponto de vista do analista em sessão, esta proposta acentua a simultaneidade dos tempos e das causações complexas (Rocha Barros, 2023, Capítulo 1).

O autor apresenta um texto que consideramos referência para a compreensão dessa proposição de Bion, que gerou e gera tantas interpretações simplistas e redutoras. A proposta de Bion apresenta uma complexificação da observação da substância do humano - e por que não trazer isso para a pesquisa psicanalítica? Em um texto recente sobre o tema, escrevemos:


A proposta metodológica exposta compreende que o fragmento intersubjetivo é um fato selecionado, ou um conjunto de fatos, que emergem na mente do pesquisador-psicanalista em estado de capacidade negativa (sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia). O fragmento intersubjetivo que será usado na pesquisa tem como esteio o mito de referência do pesquisador--psicanalista, tendo como característica uma composição única de elementos. (Ribeiro, Flores & Ramos, 2022, p. 46) [5].

Essa é uma proposição metodológica para a pesquisa psicanalítica a partir da epistemologia de Bion: sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia. Um território novo que começa a ser desbravado.


Seguindo para o Capítulo 2, "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos", de Arnaldo Chuster, adentramos na infinitude do mundo dos sonhos. Com Freud (1900), podemos enfrentar os abismos que constituem a existência humana. Estes são trazidos à tona pelo processo analítico, em que a construção da linguagem e do pensamento andam de mãos dadas com caminhos trilhados igualmente pelo escritor, pelo poeta, pelo filósofo e pelo matemático. Eles se unem pela intuição e pela imaginação, mas se separam na prática. Nesta, o psicanalista enfrenta os desafios da ética que atende ao sofrimento humano, colocado no constante movimento de restauração e evolução que o processo analítico requer.


No Capítulo 3, de Luís Cláudio Figueiredo, "A aprendizagem emocional como trabalho básico (sete notas e um avesso)", parte-se da ideia freudiana de trabalhos psíquicos (inconscientes e conscientes) para nela inserir as noções bionianas de experiência emocional e especialmente, do aprender com a experiência. É sugerida a ideia de que essa aprendizagem é, de fato, o mais básico dos trabalhos inconscientes e conscientes realizados pelo que poderíamos chamar de aparelho psíquico. Todos os trabalhos psíquicos dependem, em última instância, da capacidade do aparelho de aprender com a experiência emocional. Ao longo de sete notas, são elaboradas ideias sobre o trabalho da aprendizagem que compete ao aparelho psíquico, bem como sobre as resistências a ele. Em uma oitava nota, fala-se do avesso dos trabalhos psíquicos, isto é, da capacidade da mente - na sua condição de alma, e não mais de aparelho - de manter-se em estado de quietude.


Roosevelt Cassorla escreve o Capítulo 4, "Por um certo elogio da mentira", no qual apresenta o espectro entre verdade e mentira, entre crescimento mental e ataques ao pensamento. Relata que Bion (1970), em estilo irônico, dá a entender que, sem a mentira, a humanidade não teria sobrevivido. As mentiras têm funções tanto destrutivas como reparadoras.


O Capítulo 5, "A intuição psicanalítica e a reverie: captando fatos ainda não sonhados", de Marina F. R. Ribeiro [6], apresenta, aproxima e estabelece um diálogo entre alguns conceitos da obra de Bion e textos de psicanalistas pós-bionianos (Ogden, Ferro, Rocha Barros e Chuster). O texto tem como norte a seguinte questão: como podemos pensar a conexão entre intuição e reverie? O estado de reverie na mente do analista poderia ter como pilar principal, antes e além do sensível, nas áreas infra e ultrassensível, a capacidade de intuição do analista? A intuição não é sensorial, mas existe algum suporte indiscernível e não identificável no mundo sensorial. Tendo em mente essas questões, é apresentada uma experiência clínica perturbadora e, a seguir, é feito um exercício de "metaforização", de aproximação dos conceitos por meio do material clínico. O objetivo do texto é sustentar a hipótese de que a reverie é uma evolução da intuição psicanalítica, e que a intuição ocorre entre cesuras e se sustenta na proposição de método de Bion: sem memória, sem desejo, sem compreensão prévia, ou seja, a capacidade negativa.


No Capítulo 6, "A questão do ódio à realidade em Bion", Elisa Maria de Ulhôa Cintra propõe uma aproximação rigorosa das ideias bionianas relativas à aceitação ou ao ódio à realidade, inspirando-se no pensamento de um Bion freudo-kleiniano das décadas de 1950 e 1960, sobretudo a partir das obras Elementos de psicanálise (1963) e Aprendendo da experiência (1962).


O Segundo ato - Entrelaces dialógicos entre a clínica e a teoria bioniana - apresenta os relatos da experiência vivida nas cinco salas simultâneas de diálogo. Em cada sala, havia um número limitado de participantes. A intenção foi criar um ambiente de troca entre as pessoas, e não uma exposição de ideias já concebidas anteriormente. Para favorecer ainda mais esse estado de mente descrito por Bion - um pensamento em busca de um pensador, - convidamos um psicanalista-pesquisador (mestrado ou doutorado) responsável por apresentar o estímulo clínico, um psicanalista responsável por apresentar o estímulo teórico (a partir do estímulo clínico) e um facilitador que coordenava os diálogos, além de dois administradores da sala online. Essa equipe de cinco pessoas já formava uma matriz de trocas anteriores ao evento, que também recepcionou os participantes, favorecendo, assim, o fértil diálogo que ocorreu nas salas.


Os psicanalistas do estímulo teórico e o facilitador da sala foram colegas convidados com extensa experiência clínica e teórica a partir da obra de Bion. Os estímulos clínicos foram enviados antecipadamente para as pessoas que fariam o estímulo teórico de forma anônima. A intenção era que o material clínico gerasse o estímulo teórico e, com a apresentação dos dois estímulos nas salas e a presença do facilitador, pensamentos livres pudessem gerar um estado de mente favorável ao diálogo. Além disso, pensamos que há uma circularidade entre clínica, teoria e pesquisa que amplia e oferece um em especial neste evento, arcabouço consistente para a psicanálise, para os psicanalistas que se inspiram na obra de Bion. [7]


Essa pequena matriz de circulação de ideias foi apresentada nas salas para que outras pessoas pudessem continuar a pensá-las. Tal configuração do evento com conferências e salas de diálogos favoreceu um especial estado de mente nos participantes. Os pequenos grupos que formavam as salas estabeleceram uma atmosfera de intimidade e abertura à alteridade. Dessa forma, delineou-se um método de oferecer um continente às diferentes conjecturas que emergiram do grupo.


As salas de diálogo foram organizadas com a intenção de criar um ambiente no qual circulassem pensamentos livres e que todos pudessem participar desse sonhar clínico e conceitual grupal.


Após a realização das salas, recebemos várias mensagens relatando a experiência nos grupos. Uma das mensagens recebidas dizia que, entre o estímulo clínico e o teórico, os pensamentos circularam livremente, em busca de um pensador. Imagens e ideias foram geradas na intersubjetividade vivenciada nessa experiência emocional conjunta. Pictogramas eram pintados nas telas mentais dos participantes, e o diálogo ia se expandindo num infinito de conexões. Experiência única, viva, intensa, expressividade em forma de ideias.


Cordas invisíveis e online ressonando dialogicamente e construindo uma melodia grupal. Bion teria ficado impressionado com a ressonância de seu pensamento reverberando por tantas mentes.


Por fim, depois do evento, em razão da riqueza de ideias expostas, decidiu-se que aqueles diálogos deveriam se transformar em textos, para que a reflexão continuasse e os leitores pudessem sonhar ou fazer suas próprias considerações. Escrever em conjunto foi uma experiência desafiadora e enriquecedora para os autores, um exercício raro de hospitalidade no texto.


Desses grupos de trabalho surgiram os cinco capítulos que compõem o Segundo ato:


  • Capítulo 7 "Deslocamentos: uma odisseia bioniana", de Thais Mariana Arantes Ferreira, Davi Berciano Flores, Renato Trachtenberg e Evelise de Souza Marra.

  • Capítulo 8 "Meu corpo, meu palco", de Júlio Conte, Maysa Marianne Silva Bezerra e Cláudia Mazzini Perrotta.

  • Capítulo 9 "Luz, câmera, ação: a mente do analista", de Rachele da Silva Ferrari, Ana Fátima Aguiar, Gina Tamburrino e Anie Stürmer.

  • Capitulo 10 "Pares e triângulos: preconcepção e pensamento", de Victor de Jesus Santos Costa, Cristiana Regina Ferreira de Aguiar Pondé e Júlio Frochtengarten.

  • Capítulo 11 "Entre leiteiros e bombas: sobre a reverie nos grupos", de Pedro Hikiji Neves, Pablo Castanho e Carla Penna.


O que se pensa em grupo não se pensa sozinho; precisamos dessa presença do outro para que ideias, ainda embrionárias, nasçam. Precisamos do espaço do sonhar compartilhado para que o pensamento novo surja e para que a pesquisa psicanalítica se sustente tanto no exercício clínico quanto no arcabouço teórico, em uma circularidade complexa.


Fechando o livro, como as águas de março fecham o verão, apresentamos o Terceiro ato - O analista no seu oficio contínuo a ser e o emaranhamento inconsciente. Começa pelo Capítulo 12, "A função psicanalítica da personalidade do analista e a linguagem de alcance (o analista no seu oficio contínuo de vir a ser)", de Marina E. R. Ribeiro, uma crônica psicanalítica. Após tal crônica, temos o Capítulo 13, "Emaranhamento inconsciente", de Ignácio Gerber, uma criativa e imaginativa conversa entre Freud, Bion, a matemática, a física e a comunicação emocional inconsciente por meio da atitude devaneante do analista.


A gratidão é um sentimento que nos humaniza, ou, usando a expressão de Elias Mallet da Rocha Barros, é parte constitutiva da substância humana. Somos gratas pela participação de todos os nossos convidados no evento, agora celebrado neste livro, formando, aos poucos, uma comunidade científica orgânica, criativa e produtiva, que encontra na obra de Bion uma fonte de inspiração para a pesquisa psicanalítica teórico-clínica.


O evento que deu origem ao livro foi fruto do entusiasmo e da competência organizacional dos nossos pesquisadores. Eles se espalharam por todas as salas de diálogo, apresentando os estímulos clínicos e exercendo a arte da hospitalidade, da continência e da parceria. Nosso mais intenso e sincero agradecimento, pois nada do que aconteceu seria possível sem vocês!


O livro é o testemunho dos diálogos de uma comunidade criativa de pensamento psicanalítico inspirado na obra de W. R. Bion.


Bem-vindos, leitores!


São Paulo, fevereiro de 2023.


Notas



[2] O nome do evento foi sugerido a nós por Arnaldo Chuster, a quem agradecemos pela relevante contribuição. Chuster, em seu capítulo, além do texto de Freud, refere-se ao livro de Rubem Fonseca, "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos" (1988).


[3] O evento fez parte dos encontros preparatórios para a Conferência Internacional Bion México - As dimensões oníricas da mente, que aconteceu nos dias 10 a 13 de novembro de 2022 de forma online. Jani Santamaria, organizadora da conferência internacional, fez um convite aos participantes na abertura.


[4] As conferências estão disponíveis no canal do LipSic: https://www.youtube.com/watch?v=i-ipEW_PZbU&t=1857s



[6] Esse texto foi originalmente publicado em inglês: Ribeiro, M. F. R. (2022). The psychoanalytical intuition and reverie: capturing facts not yet dreamed. The International Journal of Psychoanalysis, 103(6), 929-947.


[7] Nos eventos sobre a obra de Bion, é habitual essas salas terem um estímulo inicial, seja clínico, teórico ou ambos. A inovação foi a presença de dois estímulos, sendo que o estímulo teórico foi despertado anteriormente ao encontro no evento, pelo estímulo clínico, ou seja, já havia se formado uma matriz de trabalho. Os colegas responsáveis pelo estímulo teórico receberam alguns fragmentos clínicos anônimos e fizeram suas escolhas, já "fisgados" por pensamentos ainda sem pensador.


[8] Na organização geral do evento, agradecemos a Ana Fátima Aguiar, Jacqueline Aparecida Sacon e Taís de Oliveira Nicoletti. Na organização das salas de diálogos, agradecemos:


Sala 1: Thaís Mariana Arantes Ferreira


Sala 2: Cláudia Mazzini Perrotta


Sala 3: Rachele da Silva Ferrari


Sala 4: Cristiana Regina Ferreira de Aguiar Pondé e Taís de Oliveira Nicoletti


Sala 5: Camila Young Vieira


Referências bibliográficas


Bion, W. R. (1988). Uma memória do futuro. O sonho. (P. C. Sandler, Trad.). Martins Fontes. (Trabalho originalmente publicado em 1975)


Bion, W. R. (1992). Conversando com Bion. Bion em Nova Iorque e em São Paulo. (P. C. Sandler, Trad.). Imago.


Freud, S. (2019). A interpretação dos sonhos. (P. C. Souza, Trad.). Companhia das Letras. (Trabalho originalmente publicado em 1900)


Fonseca, R. (1988). Vastas emoções e pensamentos imperfeitos. Companhia das Letras.


Ribeiro, M. F. R., Flores, D., & Ramos, J. (2022). A pesca do fragmento intersubjetivo na pesquisa psicanalítica. In N. Pinheiro, R. Peres & S. Cordeiro. Pesquisas acadêmicas em psicanálise: reflexões teóricas e ilustrações práticas. Pedro & João Editores.


Rocha Barros, E. M. (2023). Implicações epistemológicas em contraponto a uma interpretação simplista do enunciado de Bion: sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia. In M. F. R. Ribeiro & E. M. U. Cintra. Vastas emoções e pensamentos imperfeitos: diálogos bionianos (pp. 25-39). Blucher.

 
 
 

Comentários


© 2023 by Train of Thoughts. Proudly created with Wix.com

bottom of page