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A função psicanalítica da personalidade do analista e a linguagem de alcance (o analista no seu ofício contínuo de vir a ser)

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Capítulo 12 do livro "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos - diálogos bionianos; organizado por Marina F. Ribeiro e Elisa M. U. Cintra". A autoria do capítulo é de Marina F. R. Ribeiro.




No meio do caminho [1]


No meio do caminho tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho


tinha uma pedra


no meio do caminho tinha uma pedra.


Carlos Drummond de Andrade



Sou água que corre pelas pedras: liberdade caça jeito.


Manoel de Barros



Entre palavras


Flanalma


Acalmalma


Crialma


Viraseralma


Arnaldo Chuster


Há sempre [2] pedras no meio do caminho: a coisa-em-si, os fatos da vida, o enigmático da experiência, o elemento beta, aquilo que ainda não foi sonhado, imaginado ou pensado. O poema nos impressiona pelo ritmo e pela circularidade que convoca ao leitor; como a vida, invitando à função psicanalítica da personalidade. Somos inevitavelmente convocados aos enfrentamentos de nossas experiências ao longo do caminho, da cesura [3] do nascimento à cesura da morte. A maleabilidade, a fluidez, a plasticidade psíquica, a liberdade de pensar a função psicanalítica da personalidade - caçam jeito de continuidade; no tempo e no espaço de uma sessão, realiza-se um percurso entremeado por palavras aladas [4].


Bion, em um seminário na clínica Tavistock (Bion, 1977a/2014d), ao ser perguntado sobre a diferença no uso dos termos mente, personalidade e psiquismo, responde que são apenas formas diferentes de nomear a "coisa". Estamos tentando dar nome a essa "coisa" de diferentes maneiras, por meio de diversos paradigmas teóricos, e correndo o risco de que todos escritos na literatura psicanalítica sejam apenas paramnésias (Bion, 1976/2014c). A "coisa" é complexa e enigmática, uma pedra lançada no centro de um lago, produzindo ressonâncias.


Em Freud, temos uma clínica da arqueologia; em Klein, uma clínica do atravessamento de distâncias para alcançarmos a integração do objeto bom; e, em Bion, uma clínica da transformação pela observação dos processos inconscientes intersubjetivos que transitam no campo analítico, no complexo aqui e agora de cada sessão. Em Bion, pensar é sonhar a nossa experiência, sonhar as pedras do percurso, os elementos brutos que constantemente se apresentam e geram ressonâncias. A pedra em Freud parece ser a sexualidade; em Klein, a ambivalência; em Bion, a verdade.


Qualquer descrição sistemática comporta uma bidimensionalidade, pois tanto a obra de Freud como a de Klein são elementos para o pensamento de Bion, estão contidos e são continentes para os seus textos. Em Bion, estamos em uma clínica da observação e das transformações, mas também encontramos uma arqueologia da mente primitiva. E, também, os mitos, os sonhos da humanidade, várias vezes citados por Bion no sentido de apurar a função psicanalítica, da qual faz parte a intuição psicanaliticamente treinada pela disciplina do estado de mente proposto por Bion ao analista: sem memória, sem desejo, sem compreensão prévia. Um estado treinado que favorece vermos mais e além (Rocha Barros, 2023).


Bion (1979/2014f) colocou um facho de luz sobre a complexidade da situação analítica e trouxe uma mudança catastrófica para a psicanálise. Observamos na sessão a interação e a turbulència de duas personalidades: um dos membros da díade é treinado para observar e tentar alcançar, ou ser visitado [5] por palavras que contenham, revelem, transformem as emoções que circulam no campo analítico. Entre a ciência e a arte, equilibramo-nos em águas moventes e linguageiras. Nem toda experiência alcança um continente linguageiro, no entanto, a língua faz parte da substância humana. [6]


Essa "coisa", chamada "mente do analista, é o nosso instrumento de trabalho, ou seja, para entrarmos em contato com outra personalidade, fazemos isso a partir das reverberações transformativas geradas pela turbulência de um encontro entre duas personalidades, como escreveu Bion (1979/2014f). O campo analítico é um lago de moções emocionais, no qual uma pedra lançada no meio gera movimento, mas temos acesso apenas à circularidade de ondas que gera. A turbulência é gerada pelo peso (o elemento bruto) do ainda não metabolizado na mente daquele que nos procura, daquele que busca o acalento quando alguém nos diz o que não alcançamos dizer, e, dessa forma, "crialma" e "acalmalma". Somos seres linguageiros, palavra, gesto, movimento, um olhar, um ruído, silêncio, tudo é comunicação. As mentes se comunicam sempre, será essa a substância humana?


Freud escreveu sobre as funções do ego, uma instância administradora das forças que nos invadem por todas as direções, as moções do lago, a água das emoções. Já Bion (1962/2014a) usa os termos função e fatores. Os fatores são subordinados às funções, mas o que é função em uma equação, pode ser fator em outra, e vice-versa. O autor (1962) escreve en passant uma expressão que destacamos: a função psicanalítica da personalidade (Ribeiro, 2019), sendo a função alfa um dos fatores dessa função enigmática que é constitutiva da substância humana.


A função alfa é predominante simbólica (Chuster, 2019) e epistemológica, está no campo do conhecer, no campo das representações, daquilo que tem forma. A reverie é predominantemente sensória e imagética, uma forma pictografada. A intuição psicanalítica está aquém ou além do sensorial, não tem forma, são as águas lúgubres e profundas no horizonte da função psicanalítica da personalidade do analista, exercida no estado sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia. O analista trabalha na oscilação contínua entre o campo do conhecer, a epistemologia, e o campo do ser, a ontologia; das transformações em K e das transformações em O [7]. Dizendo de outra forma, o analista está em trânsito contínuo, um atravessamento de cesuras entre um campo indiferenciado, sem forma, as águas lúgubres e profundas, e o campo das formas, da diferenciação, da experiência que encontra contorno e continente nas palavras aladas, nas narrativas imaginativas (Grotstein, 2010; Ribeiro, 2017) e na linguagem de alcance psicanalítico (Chuster, 2022).


A função alfa traz em sua própria nomeação o enigma do homem ter uma mente, a tal substância humana. Uma mente que se integra, mesmo que momentaneamente, a partir da construção de sentido para as experiências em estado bruto, a pedra que se apresenta continuamente em qualquer caminho. No entanto, a mente é um sistema instável, não comporta o todo da experiência. Nas experiências de altas intensidades, pode se desorganizar e não ter a maleabilidade e o movimento da água que contornam a pedra, ou pode até tornar-se areia, como diz o ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. A areia é outro elemento maleável que pode se transformar em diferentes formas. Podemos pensar que quando a mente perde a sua maleabilidade, a função psicanalítica da personalidade estanca, perde-se a liberdade de pensar, perde-se o jeito com a vida.


A pedra é o enigma, ele pode ser contornado ou transformado, mas há sempre uma pedra no meio do caminho. O poema traz ao leitor uma sensação de vertigem, de cansaço do nosso olhar ao se deparar com as durezas do mundo, o árduo da vida. E ainda assim, a vida é bela ao caçar o jeito de se viver, no instigante instante em que olhamos quem amamos de forma fugidia, e pensamos: isso vale a pena!


Sempre há uma pedra no meio do caminho, um fato que precisa ser apreendido de uma forma subjetiva, que precisa ser sonhado, poetizado, humanizado para se tornar um elemento psíquico, uma representação, um símbolo, uma palavra, uma experiência linguageira.


Pedra e perda, os inúmeros processos de elaboração de perdas que vivemos da cesura do nascimento à cesura da morte; o nosso quinhão de frustrações, que quando geram pensamento estão no campo da criação, da metaforização do mundo, das palavras aladas, o campo da substância humana. O humano é essa "coisa" que nos diz Bion, compreendido como aquele que é capaz de metaforizar a vida, de caçar um jeito de viver, nunca se sentindo preparado para a empreitada, em busca de..., em direção a... água que corre entre pedras e caça jeito de ser gente.


Mente é transiência, movimento contínuo, caça jeito entre posição esquizoparanoide e posição depressiva, estados desintegrados e integrados de mente, paciência e segurança, como nomeou Bion. Paciência para tolerar a desintegração, até que surja uma integração, uma forma, um contorno, uma palavra que gera segurança. Da planície depressiva da palavra que oferece contorno e abrigo, somos lançados novamente ao abismo da desintegração, à coisa-em-si. A brutalidade da experiência se apresenta novamente demandando que voltemos a sonhar, em uma circularidade sem fim; as planícies são momentâneas, vida e instabilidade se conjugam.


Há sempre uma pedra no meio do caminho, que se apresenta em sua enigmática realidade, convocando-nos a um processo de metabolização contínuo, de metaforização do duro e do cru dos fatos. O mundo em estado bruto, o elemento beta, que precisa ser sonhado, poetizado, imaginado. O homem atribui formas transitórias e transientes ao mundo. A função psicanalítica da personalidade é configuradora do potencial de representatividade do mundo; o trânsito contínuo entre o mundo indiferenciado e sem forma para o mundo das formas, das representações, o mundo linguageiro, em constante processo de criação, de poiesis. Somos seres linguageiros, temos desejo de palavra bem-dita [8], dita com verdade. Verdade tornada Ser.


Uma palavra é um continente, uma forma, uma representação que contorna e, concomitantemente, revela uma emoção parcial e momentaneamente. Parafraseando Merleau-Ponty (1980), as palavras são visitadas à distância pelas emoções, como as marés pela lua. A água das emoções contorna a pedra, liberdade de pensar/sonhar caça jeito. As águas que nos invadem e buscam palavras para dar forma e continência às emoções; e-moções, as intensidades que nos ocupam. E-moção, o movimento das moções, as marés emocionais que precisam de continentes linguageiros para não inundarem o psiquismo; essa complexa e instável rede de conexões. Precisamos do contorno metaforizante da função psicanalítica da personalidade, uma função humanizadora, uma função que é própria à substância humana.


A fluidez da mente do analista, que não se estanca, mas pensa, sonha, imagina, até encontrar, criar, a palavra que revela e cria ao mesmo tempo, via di porre e via di levare, ao que estava imerso em águas profundas. A linguagem psicanalítica bem-sucedida são palavras aladas, que flanam pelas intensidades emocionais, caçam jeito de ser gente por meio de uma forração intersubjetiva [9] que é criada a cada sessão entre analista e analisando.


Ah!... Precisamos nos ver amanhã, Dr. Bion!


Caro Dr. Bion,

Um passageiro que é lançado para fora do trem, recorrentemente, deveria ter o bom senso de não mais embarcar. Podemos chamar isso de uma invariância? Sentada apreciando a vista, e, de repente, a conexão cai. No chão, a alma se fecha, as nuvens escurecem. Será isso a personalidade? O que o senhor chamou de mente primordial? Culpa primordial? Que dor! Sigamos, aprendi a não desafiar os Titãs, mas algo insiste em aparecer nas palavras. Um foguete lançado para a lua, sem volta? Laika [10] lá dentro? Impossível não colocar em palavras, sorry for that! Incógnita! Algo insiste, deseja ver Laika viva, aprisionados pelo desejo? Desejo e liberdade se conjugam? Qual o combustível? Paciência, fé, loucura, palavras no fluxo da transitividade. O vale do esquecimento não deixa de ser um lugar, sem vida é verdade.


Temos ambição de conexão, de circulação de vida, tão curta, tão fugaz que faz querer encanto e perplexidade. Algo insiste, não sei se é vitalidade ou loucura (Cesar & Ribeiro, 2022), talvez um pouco de tudo, e mais além... Laika, tão terna. Aquilo que insiste é conexão, sinapse, corrente estética, criação. O senhor disse para me alimentar de presenças, a mente é uma virtualidade, dimensões da presença, a sua voz presença? Será possível viver sem vitamina D (desejo) provinda da externalidade do sol? Do outro? Vou tentar doutor Bion... me alimentar da presença das palavras aladas, palavras de alcance psicanalítico! Uma pitada de vitamina A? O que significa A mesmo? O vínculo L, [11] a conexão, a sinapse! O circuito estético!


Palavras aladas como realizações, a linguagem de alcance psicanalítico (Chuster, 2022). Sou grata ao acaso, Dr. Bion! Laika não ultrapassou o umbral da cesura entre o espaço e a Terra; fica a nostalgia do que poderia ter sido, saudades do impossível, ou do possível do amanhã, da esperança no vínculo que nos torna substância humana. Amanhã estarei com você ressoando ondas mornas, um suave flanar na turbulência do encontro, para que juntos as palavras nos visitem trazendo anunciações, [12] as verdades tornadas.


Continuarei andando um pouco distraída por aí, Dr. Bion, em estado de serendipidade [13], o jogo das escadas e das cobras, [14] o acaso e as escolhas, o pré e o pós-natal, a vida, o senhor é mesmo genial! Amanhã nos encontraremos nas entrelinhas dos seus textos, naquilo que escuto além das palavras no papel, presença que atravessa a cesura do tempo e das páginas.


Amanhã sou água que escorre no horizonte da função psicanalítica da personalidade, liberdade caça jeito e cria continuamente a substância humana, a mente, transiência contínua entre vastas emoções e pensamentos imperfeitos.


Notas


[1] Esse poema de Drummond também foi referido no texto Chuster, A. (2020). Intuição psicanalítica no sonho e na vigília. Cesura, imaginação e linguagem de êxito. Conferência no Encontro Internacional BION 2020. Barcelona, fev. 2020.


[2] Uma versão embrionária deste texto foi apresentada no grupo Conversas em novembro de 2022, coordenado por Antônio Carlos Eva.


[3] Cesura indica um evento que, ao mesmo tempo, conecta e separa outros, de modo simultâneo e paradoxal. Indica continuidade e ruptura, concomitantemente. Trata-se de um conceito de qualidade abstrata, ou seja, capaz de se aplicar aos mais diversos fenômenos mentais (Sandler, 2021, p. 121).


[4] A expressão "palavras aladas" é encontrada em várias passagens da Odisseia de Homero, século III e II AC, tendo inúmeras versões publicadas (Homero, 1996). Estamos usando essa expressão no sentido de palavras que "flanam", delicadas, palavras com asas e que contém e revelam a verdade emocional dentro de uma situação analítica intersubjetiva. Usamos essa expressão no artigo "Palavras aladas guiando o encontro analitico" (Cesar, Ribeiro & Perrotta, 2022), publicado na Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.


[5] O analista é visitado por emoções e por palavras que, ao mesmo tempo que contêm, também revelam e criam sentido.


[6] Substância humana é uma expressão que está no Capítulo 1 deste livro (Rocha Barros, 2023).


[7] Bion (1965/2014b) descreve as transformações em K (knowledge/conhecimento) e a transformação em O, o tornar-se quem se é. A primeira está no campo do conhecimento, no campo epistemológico; a segunda está no campo ontológico, do ser e do tornar-se.


[8] Rocha Barros (2023) usa a interessante expressão "desejo de linguagem".


[9] Cesar, Ribeiro e Perrotta (2022).


[10] Laika foi uma cadela lançada ao espaço; ela se tornou a primeira criatura terrestre viva a orbitar a Terra na missão da Sputnik 2, que aconteceu em 3 de novembro de 1957. Não retornou viva, não atravessou a cesura entre o espaço e a Terra.


[11] Bion postula três vínculos: L (love); H (hate) and K (knowledge).


[12] As palavras aladas de Thomas Ogden (Cesar & Ribeiro, 2023).


[13] Chuster escreve em vários de seus textos sobre serendipidade. Sucintamente, é quando encontramos algo sem procurar, mas esse encontro é transformador.


[14] Bion (19776/2014e), no texto Cesura, refere-se ao jogo infantil inglês clássico das escadas e cobras (Snakes and ladders). O jogo pode ser compreendido como símbolo dos desafios da vida: existem as escolhas e o empenho, e existe o acaso.


Referências


Bion, W. R. (2014a). Learning from experience. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1962)


Bion, W. R. (2014b). Transformations. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1965)


Bion, W. R. (2014c). Four papers. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1976)


Bion, W. R. (2014d). Seminar of Tavistock. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1977a)


Bion, W. R. (2014e). Two papers/caesura. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1977b)


Bion, W. R. (2014f). Making the best of a bad job. In The complete works of W. R. Bion. Karnac. (Trabalho originalmente publicado em 1979)


Cesar, F. F., & Ribeiro, M. F. R. (2022). A forração melancólica na pandemia e a função vitalizadora do analista. Jornal de Psicanálise, 1, 201-217.


Cesar, F. F., & Ribeiro, M. F. R. (2023). As palavras aladas de Thomas Ogden. In M. F. R. Ribeiro (Org.), Por que Ogden?. Zagodoni.


Cesar, F. F., Ribeiro, M. F. R., & Perrotta, C. (2022). Palavras aladas guiando o encontro analítico. Revista de Psicanálise da SPPA, 29, 1-18.


Chuster, A. (2019). Bion e Laplanche: função tradutiva e função-alfa. Um encontro que celebra a psicanálise. In A. Rocha Barros & T. Candi (Orgs.), Diálogos psicanalíticos. Bion e Laplanche: do afeto ao pensamento. Escuta.


Chuster, A. (2020, fev.). Intuição psicanalítica no sonho e na vigília. Cesura, imaginação e linguagem de êxito. Conferência no Encontro Internacional Bion-2020. Barcelona.


Chuster, A. (2022). Linguagem de alcance psicanalítico. Uma diferença transcendental. Revista IDE: Psicanálise e Cultura, SBPSP, 44(73, jun), 135-144.


Grotstein, J. S. (2010). Um facho de intensa escuridão. O legado de Wilfred Bion à psicanálise (M. C. Monteiro, Trad.). Artmed.


Merleau-Ponty, M. (1980). Os pensadores. Abril Cultural.


Ribeiro, M. F. R. (2017). Narrativas imaginativas na sala de análise. W. Bion, Antonino Ferro, Thomas Ogden e Mia Couto. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, 20, 181-193.


Ribeiro, M. F. R. (2019). Alguns apontamentos sobre a função psicanalítica da personalidade. A narrativa do escritor e a do analista. Cadernos de Psicanálise (Círculo Psicanalítico/RJ), 41, 169-187.


Rocha Barros, E. M. (2023). Implicações epistemológicas em contraponto a uma interpretação simplista do enunciado de Bion: sem memória, sem desejo e sem compreensão prévia. In M. F. R. Ribeiro & E. U. Cintra. Vastas emoções e pensamentos imperfeitos: diálogos bionianos. Blucher.


Sandler, P. C. (2021). A linguagem de Bion: um dicionário enciclopédico de conceitos. Blucher.

 
 
 

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