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Empatia, intuição e reverie: de Ferenczi a Bion, os afetos e o campo da intersubjetividade [1]

5 de set.
12 min de leitura

Artigo com a autoria de Thais M. A. Ferreira [2], Ana Fátima Aguiar [3] e Marina F. R. Ribeiro [4]. Publicado em 2026 no "Cadernos de Psicanálise", CPRJ, 2025.


Resumo


Sándor Ferenczi inaugura um caminho para se pensar a mutualidade na relação analítica, gérmen da noção de intersubjetividade. É neste espaço-tempo do pensamento psicanalítico que surgem as reflexões às quais nos propomos discutir neste trabalho: um trajeto que parte da comunicação entre inconscientes, bebe da visão ferencziana sobre a empatia e deságua nos escritos bionianos sobre intuição psicanalítica e reverie. De Ferenczi a Bion, assistimos a uma significativa ampliação da teoria e da técnica psicanalítica. Entre empatia, intuição, reverie e tantas afetações neste campo intersubjetivo, abre-se um campo fecundo ao trabalho analítico, à expansão da mente e às transformações (da dupla). 


Palavras-chave: Empatia. Intuição. Reverie. Ferenczi. Bion.


O trabalho que aqui se apresenta tem o propósito de encadear alguns fenômenos e conceitos em psicanálise, sem a intenção de sugerir que exista entre eles uma relação de causalidade, mas, sim, de evidenciar elementos comuns a eles, que, juntos, acabam provocando uma atmosfera de ideias e sentidos que se coadunam e se complementam. Essa atmosfera nos remete ao campo da comunicação intersubjetiva – um espaço de sonhos compartilhados, de afetações mútuas, da escuta sensível dos conteúdos inaudíveis e das transformações. Ainda que Freud tenha centrado seus esforços em compreender os processos psíquicos do sujeito em análise, sua teoria trouxe importantes apontamentos a respeito das especificidades dos processos psíquicos do analista que, postos na sala de análise, engendram-se aos processos psíquicos do analisando, constituindo o que, hoje, compreende-se como a relação intersubjetiva que se dá entre a dupla analítica.


Tão relevante é o psiquismo do analista em seu ofício, para Freud, que o autor chegou a descrever aspectos do funcionamento mental do analista que, na sala de análise, estariam equiparados à chamada Regra Fundamental: como uma contrapartida à associação livre, Freud descreveu o tipo de atenção que o analista deve despender para que a análise possa ocorrer. Uma mesma atenção deveria ser dedicada a todos os elementos apresentados pelo analisando no setting analítico, ao que Freud denominou de atenção uniformemente flutuante. A partir dessa atenção que não intenciona atribuir papel de destaque a nenhum elemento específico da fala do analisando, Freud nos remete a um estado de mente do analista em que a busca por satisfação pulsional se faz suspensa para que uma receptividade se dê de forma equânime a todos os conteúdos apresentados pelo analisando. Dessa forma, nem mesmo o desejo de compreender o que está sendo dito deve guiar a atenção do analista, a quem é recomendado que apenas siga acolhendo o que se oferece à observação (FREUD, 1912/2010).


Descrevendo tal estado atencional, Freud diz que o analista “deve voltar seu inconsciente, como um órgão receptor, para o inconsciente emissor do doente, colocar-se ante o analisando como o receptor do telefone em relação ao microfone” (FREUD, 1912/2010, p. 156). Com isso, evidencia haver uma receptividade que se dá por uma via inconsciente: uma comunicação que acontece entre o inconsciente do analisando e o inconsciente do analista, sem a necessidade de que as instâncias conscientes mediem essa trajetória transmissiva/receptiva. Além disso, Freud, em seu artigo "O interesse da psicanálise para as ciências não psicológicas", expressou textualmente que a palavra não é a única forma de linguagem utilizada pelo homem e visada pela psicanálise, destacando outras formas tais como a escrita, a comunicação onírica, a gestualidade e “toda outra forma de manifestação da atividade psíquica” (FREUD, 1913/2012, p. 343).


Tais elementos da obra de Freud abrem caminhos para que pensemos as afetações mútuas que podem ocorrer no encontro da dupla analista-analisando e, ainda, para que possamos considerar tais afetações como vias legítimas de comunicação. Na esteira das formulações freudianas, Ferenczi inaugura um caminho para se pensar a mutualidade na relação analítica, a intersubjetividade. Ao descrever a importância e a necessidade do tato do analista na condução de um processo analítico, Ferenczi (1928/2011) reafirma o lugar de grande relevância dos fatores subjetivos associados ao analista em sua presença e dinâmica na relação analítica.


Em seu texto A elasticidade da técnica psicanalítica, de 1928, Ferenczi defendeu a inclusão do sentir do analista que, analisado, com um bom repertório teórico e experiente em sua prática clínica, deveria permitir-se fazer escolhas de manejo (como, por exemplo, em que momento e de que maneira uma comunicação deveria ser apresentada ao paciente) através de seu tato. Como descreve o autor húngaro,


O tato é a faculdade de sentir com (Einfühlung). Se, com a ajuda do nosso saber, inferido da dissecação do nosso próprio eu, conseguirmos tornar presentes as associações possíveis ou prováveis do paciente, que ele ainda não percebe, poderemos – não tendo, como ele, de lutar com resistências – adivinhar não só seus pensamentos retidos, mas também as tendências que lhe são inconscientes. Permanecendo ao mesmo tempo e a todo momento atentos à força da resistência, não nos será difícil decidir sobre a oportunidade de uma comunicação e a forma de que deve revestir-se. (FERENCZI, 1928/2011, p. 31)

Ou seja, para Ferenczi, o analista deveria colocar-se de forma sensível no encontro com o analisando, de modo a poder utilizar-se dessa sensibilidade para fazer escolhas de manejo pertinentes ao caso. Esse “sentir com” permitiria ao analista ter uma compreensão mais profunda de reações emocionais do paciente (sobretudo as que não poderiam ser expressas por palavras) para, a partir dela, poder se adequar às necessidades daquele caso. Entretanto, ressaltamos que o autor recomenda ao analista que não se despreocupe de suas resistências: estas deverão receber o contorno possível através da análise, da experiência clínica e do conhecimento teórico, para que não se tornem empecilhos ao processo analítico ou impedimentos à capacidade de “sentir com”.


Ao propor, de forma inaugural, uma atitude adaptativa do analista em relação ao paciente, Ferenczi destaca que somente uma verdadeira posição de “sentir com” poderia ajudar-nos na clínica – afirmação que dá sustentação ao uso da capacidade empática na prática psicanalítica. Utilizando-se de sua sensibilidade, o analista poderia desestimular as resistências do paciente, já que uma pressão contrária a elas, quando desprovida de tato, poderia afastar ainda mais o paciente das influências do analista. Em adição ao incentivo do uso do tato na sessão analítica, Ferenczi ressalta que o analista não deve deixar-se guiar apenas por seus sentimentos, mas sim utilizá-los em uma composição com outros elementos como, por exemplo, as faculdades intelectuais (com-preender o cenário emocional do analisando). Tampouco deve-se utilizar desse tato, muitas vezes interpretado pelo paciente como uma atitude de bondade, para gratificar o analisando, afinal, não é função da psicanálise apartar o paciente de todo sofrimento ou atender suas buscas por satisfação. Para que o uso do tato esteja inserido na técnica e na ética psicanalíticas, caberia ao analista

“uma oscilação perpétua entre “sentir com”, auto-observação e atividade de julgamento” (FERENCZI, 1928/2011, p. 38).


Temos, portanto, que a teoria ferencziana foi fundamental para a inserção da dimensão sensível do encontro terapêutico no campo psicanalítico. Nas palavras de Kupermann,


A interpretação, ao invés de ser considerada o instrumento privilegiado do qual dispõe o psicanalista para o exercício do seu ato, torna-se subordinada à qualidade dos afetos que circulam entre analista e analisando. Assim, toda a trama de sutilezas estéticas implicadas na noção de tato – a forma e o momento adequado de comunicar algo ao analisando, a percepção de quando o silêncio lhe é torturante, as reações do analista às suas atitudes inusitadas etc. – é definida através do recurso a uma categoria estética bastante empregada no início do século XX: Einfühlung – empatia – cuja tradução ao pé da letra seria “sentir dentro”; sentir o outro dentro de si (KUPERMANN, 2017, p. 22).

Ralph R. Greenson, psiquiatra e psicanalista norte-americano, descreve em seu artigo "Empathy and its vicissitudes", de 1960, que, durante o processo analítico, uma parte do analista precisa percorrer as experiências do analisando como se fosse ele próprio, para sentir o que acontece dentro de si a partir de tais experiências. Greenson tece uma rica aproximação entre empatia e intuição ao dizer que


Empatia e intuição estão relacionadas. Ambas são métodos especiais de obtenção de um entendimento rápido e profundo. O sujeito empatiza para alcançar sentimentos; o sujeito usa a intuição para ter ideias. A empatia está para os afetos e os impulsos, bem como a intuição está para o pensamento. A empatia frequentemente leva à intuição. A reação de “A-há” é intuída. Você chega aos sentimentos e imagens via empatia, mas a intuição desencadeia o sinal no ego analítico de que você lá chegou. A intuição pega as pistas que a empatia reúne. A empatia é essencialmente uma função do ego experimental, enquanto a intuição se origina do ego analisador” (GREENSON, 1960, p. 423, tradução nossa)

Podemos inferir, portanto, que em uma escolha de manejo na clínica psicanalítica podem estar presentes a empatia e a intuição. A empatia nos auxiliaria no alcance de um contato imediato com os aspectos emocionais do analisando, antes mesmo que eles pudessem ser verbalizados ou, ainda, mesmo que eles não possam ser verbalizados. A intuição nos possibilitaria acessar de forma imediata o pensamento que se derivaria da análise desse sentir com, ou seja, tomarmos as decisões a partir do reconhecimento do quadro emocional. Como exemplo, podemos pensar que ao sentir, empaticamente, que a angústia de vivenciar um silêncio prolongado durante o encontro analítico estaria para além da capacidade de tolerância do analisando, o analista poderia, numa escolha intuitiva e imediata, optar por romper o silêncio, ainda que seja com banalidades. Empatia, intuição e adaptação do analista às necessidades do analisando estariam unidas e postas a serviço do processo analítico.


Intuição não é um termo de definições precisas e, ainda que sempre tenha permeado os estudos psicanalíticos, apenas foi ganhar um corpo teórico mais consistente a partir dos estudos de Bion. O autor, que apresentou em seus escritos a ideia de “intuição psicanalítica”, partiu do conceito kleiniano de identificação projetiva para pensar o trânsito de conteúdos inconscientes entre dois sujeitos que, por se tratar de um mecanismo humano, ocorre tanto dentro quanto fora da sala de análise.


Melanie Klein, importante teórica das relações objetais, postulou seu conceito de identificação projetiva em 1946, no texto “Notas sobre alguns mecanismos esquizoides”. Por identificação projetiva a autora descreve um funcionamento defensivo frente às angústias paranoides que se dá pela via da cisão do ego seguida da projeção de suas partes para dentro do objeto. O caminho identificatório que aí se estabelece faz com que tal projeção gere indiferenciação entre eu e objeto, bem como um enfraquecimento do ego (KLEIN, 1946/1991; RIBEIRO, 2016).


Enquanto Klein manteve seu olhar sobre a identificação projetiva constrito ao campo das defesas do ego, autores pós-kleinianos estenderam esse conceito ao terreno da comunicação entre sujeitos. Neste contexto gostaríamos de inserir a teoria de Bion, por se tratar de um autor que ampliou o conceito de identificação projetiva ao alcançar seu vértice comunicativo e que priorizou significativamente o campo das afetações mútuas no encontro inter-humano. Para o autor, haveria uma função extra no mecanismo defensivo da identificação projetiva: a função comunicativa. Segundo o autor, essa comunicação ocorre de forma maciça entre o bebê e sua mãe, devido à ausência de outras formas de comunicação como a linguagem verbal, por exemplo, e, ainda, com os pacientes que sofrem de perturbações graves em seus processos de pensar (SANDLER, 2021).


Apropriando-se da trajetória amadurecida do conceito, já acrescida das ideias de autores como Bion, Rosenfeld e Segal, Ribeiro nos explica...” que a identificação projetiva pode ser compreendida como uma fantasia inconsciente entre analista e analisando, podendo ter um caráter mais agressivo e expulsivo, portanto defensivo, ou um caráter mais comunicativo, sendo que os mecanismos de cisão e projeção, em intensidades diversas, estão sempre implicados (RIBEIRO, 2016, p. 15).


Essa fantasia inconsciente que se dá no “entre” da relação analítica e evidencia um lugar onde analista e analisando compartilham das afetações de um mesmo mecanismo nos parece dialogar com a ideia de intuição psicanalítica, já que se trata de um fenômeno que se revela campo das afetações mútuas e nem sempre toca o estado consciente da dupla analista-analisando.


A partir daí podemos observar que há nas relações humanas, desde seus primórdios, uma comunicação que se dá pela via da expulsão de conteúdos e da receptividade sensível a esses elementos. Tal comunicação – assim como todos os outros aspectos presentes nas relações humanas – não poderia estar apartada da experiência analítica: a exemplo da comunicação entre a mãe e o bebê, ocorre, na clínica, uma comunicação que é transmitida pelo analisando de forma projetiva, não verbal, e que pode ser captada intuitivamente pelo analista, desde que este disponibilize-se à afetação através de um estado pessoal de abertura e sensibilidade aguçadas. Para Ribeiro (2023), a intuição se fenomenaliza e pode ser apercebida através da reverie; em outras palavras, um conteúdo enigmático, intuído, de surgimento imediato (que não passa pelas vias racionais habituais na construção de um pensamento) e que pode ter, inclusive, ares de alucinação, ao adquirir uma forma imagética (imagem, som, palavra, figurabilidade) se apresenta à percepção pela via da reverie.


A autora enfatiza que a reverie ocorre entre cesuras, ou seja, ela emerge entre as constantes oscilações de estados mentais na sala de análise. Cesura [5] é um termo inspirado em Freud quando, em "Inibição, sintoma e angústia", cita o vocábulo na célebre frase: “Há muito mais continuidade entre a vida intrauterina e a primeira infância do que a impressionante cesura do ato do nascimento poderia nos fazer acreditar” (FREUD, 1926/2014, p. 19).


Há aí, portanto, desde Freud, a ideia de um paradoxo entre ruptura e continuidades. Mas é em Bion (1989) que podemos conferir mais nitidamente a ideia de uma simultaneidade entre tais elementos, dando, então, à cesura um estatuto de conceito quando amplia a compreensão deste quando sugere: “Investigar a cesura; não o analista; não o analisando; não o inconsciente; não a sanidade; não a insanidade; mas a cesura, o vínculo, a sinapse, a (contratrans)- -ferência, o humor transitivo-intranstivo”. (BION, 1977/1989, p. 56)


As cesuras representam, dessa forma, a partir de Bion, a passagem contínua entre estados mentais, num movimento paradoxal que promove ruptura e continuidade. É entre finito/infinito, consciente/inconsciente, não-sensorial/ sensorial, conhecido/incognoscível, representado/irrepresentável, que o trabalho analítico ocorre, em um movimento constante entre esses polos. O analista precisa, desse modo, lidar com o não sensorial, que é intuído, ou seja, a intuição psicanalítica é a via pela qual um inconsciente capta o outro sem nenhum apoio sensorial, e dali nasce uma forma, a reverie, que emerge entre cesuras na situação analítica.


A experiência da reverie se dá, portanto, em um campo de permeabilidade entre mentes, espaço potencial entre analista e analisando, no qual é criada e captada e onde os conteúdos emocionais manifestos pelo sonho de vigília (o devaneio) podem ser comunicados. Um campo no qual a intersubjetividade opera e convoca a capacidade imaginativa da mente do analista por meio de sua receptividade e disponibilidade emocional à comunicação do outro. A reverie pode ser compreendida, portanto, como aquilo que se fenomenaliza, a partir de uma abertura e disponibilidade “porosa”, por meio de sensações e/ou imagens, que geram um caminho possível para a criação de sentidos. Vemos, desse modo, que as reveries criadas na mente do analista podem favorecer processos representacionais e a expansão das mentes da dupla analítica.


Assim, apresentamos aqui um encadeamento de ideias ancorado na robustez das construções teóricas dos autores mencionados – autores que abrem um campo para que o pensamento psicanalítico passe a vislumbrar no analista um corpo poroso e receptivo às afetações mútuas e uma mente que vagueia entre pensamentos oníricos e associações. Dessa forma é que compreendemos a presença do analista no setting analítico contemporâneo: uma presença sensível de abertura e receptividade, apta a captar intuitivamente as projeções que lhe são endereçadas e a sustentar a experiência da reverie, para que as projeções possam ser apercebidas e comunicadas, produzindo uma ampliação das possibilidades representacionais e favorecendo transformações na dupla analista-analisando. Freud, Ferenczi, Klein e Bion nos entrelaçamentos teóricos, fios que se cruzam, alinhavam-se. Nas formulações desses autores encontramos encadeamentos: uma tessitura cerzida a pontos largos, sem pontas soltas, tampouco acabamentos herméticos. As ideias aqui articuladas nos permitem uma abertura para novas conexões que favorecem a ampliação do pensamento e o fazer psicanalíticos. Uma trama de ideias que dialoga com o campo da intersubjetividade, no qual intuição e reverie emergem a partir de uma escuta sensível e empática: uma clínica do cuidado.


Referências


Referências BION, W. R. (1977). Caesura. In: ______. Two papers: the grid and caesura. London: Karnac, 1989.


FERENCZI, S. (1928). A elasticidade da técnica psicanalítica”. In: Psicanálise IV. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.


FREUD, S. (1912). Recomendações ao médico que pratica a psicanálise. In: SOUZA, P. C. (Trad.). Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia (“O caso Schreber”): artigos sobre técnica e outros textos (1911-1913). São Paulo: Companhia das Letras, 2010.


______. (1913). O interesse da psicanálise para as ciências não psicológicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.


______. (1926). Inibição, sintoma e angústia. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.


GREENSON, R. R. Empathy and its Vicissitudes. International Journal of Psychoanalysis. v. 41, p. 418-424, 1960.


KLEIN, M. (1946). Notas sobre alguns mecanismos esquizoides. In: ROCHA, E. M.; CHAVES, L. P. (Coord.). Inveja e gratidão e outros trabalhos (1946-1963). Rio de Janeiro: Imago Ed., 1991.


KUPERMANN, D. Estilos do cuidado: a psicanálise e o traumático. São Paulo: Zagodoni, 2017.


RIBEIRO, M. F. R. Uma reflexão conceitual entre identificação projetiva e enactment: o analista implicado. Cadernos de Psicanálise-CPRJ, Rio de Janeiro, v. 38, n. 35, p. 11-28, 2016.


______. A intuição psicanalítica e a reverie: captando fatos ainda não sonhados. In: RIBEIRO, M. F. R.; CINTRA, E. M. U. (Orgs.). Vastas emoções e pensamentos imperfeitos: diálogos bionianos. São Paulo: Blucher, 2023. SANDLER, P. C. A linguagem de Bion: um dicionário enciclopédico de conceitos. São Paulo: Blucher, 2021.


Notas


[1] Trabalho apresentado em uma Mesa de Debate da 14ª Conferência Internacional Sándor Ferenczi e produzido a partir de ideias que compõem as dissertações de mestrado das duas primeiras autoras, orientadas pela prof. Marina F. R. Ribeiro. Pesquisa parcialmente financiada pela CAPES.


[2] Psicóloga, psicanalista. Mestranda em psicologia clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadora/colaboradora do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LIPSIC). Membro do Espaço Potencial Winnicott do Instituto Sedes Sapientiae (EPW - Sedes). São Paulo, SP, Brasil. tha.arantes@gmail.com


[3] Psicóloga, psicanalista. Mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisadora/colaboradora do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LIPSIC). Membro do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi (GBPSF). São Paulo, SP, Brasil. aguiar.anafatima@gmail.com


[4] Psicóloga, psicanalista. Professora livre docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP). Orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP). Coordenadora do Laboratório Interinstitucional de Estudos da Intersubjetividade e Psicanálise Contemporânea (LIPSIC). São Paulo, SP, Brasil. marinaribeiro@usp.br


[5] O termo cesura também está relacionado à estrutura da escrita poética e diz respeito ao espaço entre as estrofes que as separa e, ao mesmo tempo, as conecta, e dessa forma dá ritmo à poesia.



 
 
 

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